Com as constantes transformações ocorridas no mercado nas últimas décadas, temos consumidores cada vez mais exigentes na hora da compra. Ao mesmo tempo, o mercado global se desenvolveu e é bem provável que exista mais de uma empresa que ofereça a maioria dos produtos que você procure no mercado. O que leva um consumidor a adquirir o produto de uma empresa em detrimento da outra? Quais fatores vão influenciar o processo de decisão desse comprador?
É fundamental que o profissional de marketing vá além das influências sobre os compradores. É preciso que compreenda como os consumidores tomam suas decisões de compra. Ou seja, precisa identificar quem é o responsável pela decisão de compra, os tipos de decisão de compra e os passos no processo de compra. Esta análise servirá de base para que o mix de marketing seja desenvolvido, bem como para que as estratégias de comunicação sejam tomadas.
Sendo assim, ao final desta aula, você será capaz de:
Os profissionais de marketing precisam identificar quem será responsável pela decisão de compra, além dos tipos de decisões de compra e os passos no processo de compra. É fácil identificar o comprador de muitos produtos, contudo nem sempre o óbvio corresponde à realidade. Em sua grande maioria, por exemplo, o responsável pela decisão de compra de uma meia calça, batom, absorvente higiênico etc. será a mulher; em contrapartida, de um aparelho ou creme de barbear, o homem. Mas será que é sempre assim? E se estivermos lidando com produtos como tinta para pintar uma casa, carro, móveis, utensílios domésticos e alimentação?

É possível identificar, segundo Kotler (2000), cinco papéis que as pessoas podem desempenhar em uma decisão de compra:

Você já reparou que nem sempre o usuário do produto é quem tem o poder de compra?

A tomada de decisão do consumidor no momento da compra vai variar de acordo com o tipo de decisão de compra. A compra de um creme dental, de sal, de um sabonete, de uma bola de futebol, de um telefone, de um sofá, de um carro novo ou de uma casa envolve decisões bem diferentes.
Compras complexas e caras irão demandar maior reflexão, ponderação e maior número de participantes envolvidos na decisão. Ao comprar um pacote de sal, por exemplo, minhas ponderações e reflexões não serão as mesmas do que se eu for comprar um apartamento.
Assael (apud KOTLER, 2000) destaca quatro tipos de comportamento de compra do consumidor baseados em seu grau de envolvimento e o grau de diferenças entre as marcas.
O comportamento de compra complexo irá envolver um processo de três etapas: primeiramente, o comprador desenvolve crenças sobre o produto, em seguida, desenvolve atitudes sobre o produto e, por fim, faz uma escolha refletida. Normalmente, é o caso do produto caro, cuja compra é realizada com pouca frequência. Cabe ao profissional de marketing diferenciar os aspectos da marca e a reputação da empresa, descrever os benefícios do seu produto e desenvolver estratégias que ajudem o comprador obter informações sobre os atributos do produto e sua importância relativa.
No comportamento de compra com dissonância cognitiva reduzida, geralmente o comprador está altamente envolvido em uma compra, mas vê pouca diferença entre as marcas. O alto envolvimento baseia-se no fato de a compra ser cara, pouco frequente e envolver riscos. O comprador pesquisará o que está disponível no mercado, mas poderá comprar com rapidez devido ao bom preço ou conveniência da compra. Cabe ao profissional de marketing fornecer crenças e avaliações que ajudem o consumidor a sentir-se bem em relação à sua escolha de marca.
Quando falamos em comportamento de compra habitual, produtos são comprados sob condições de baixo envolvimento e ausência de diferenças significativas de marcas. O sal, por exemplo. Com esses produtos, os consumidores não procuram, exaustivamente, por informações, avaliam características e decidem que marca comprar. O comportamento do consumidor nesses casos não segue a sequência normal de crença, atitude e comportamento. Cabe ao profissional de marketing tentar converter um produto de baixo envolvimento em um produto de alto envolvimento para o consumidor.
O comportamento de compra em busca de variedade são situações de compra que se caracterizam por um baixo envolvimento, mas com diferenças significativas de marca. Os consumidores geralmente trocam muito de marca. A troca de marcas ocorre mais pela variedade do que pela insatisfação. Consideremos, por exemplo, os biscoitos. O consumidor pode comprar um sabor de uma determinada marca, e numa próxima compra escolher outra marca simplesmente porque quer provar um sabor diferente.
De acordo com Kotler (2000), há cinco etapas no processo de compra do consumidor, conforme a Figura 4:

O processo de compra começa quando o comprador reconhece um problema ou uma necessidade, que pode ser provocada por estímulos internos ou externos. No que se refere aos estímulos internos, uma das necessidades normais da pessoa, tais como fome, sede ou sexo, sobe para o nível de consciência e torna-se um impulso. No segundo caso, os estímulos provêm de fatores externos, ou seja, o indivíduo passa por um restaurante e vê comida fresca, recém-saída – o que estimula a sua fome –, admira o carro novo de um colega ou vê um anúncio de férias num comercial.
O papel do profissional de marketing é identificar as circunstâncias que podem desencadear determinada necessidade. Ou seja, coletando informações de vários consumidores, esses profissionais podem verificar os estímulos que frequentemente provocam interesse em uma determinada categoria de produtos. Com isso, estratégias de marketing podem ser desenvolvidas para provocar o interesse dos consumidores.
Na sequência, então, o consumidor interessado tende a buscar informações sobre o produto, que pode ocorrer, segundo Kotler (2000), por meio de fontes pessoais (família, amigos, vizinhos, conhecidos), fontes comerciais (propaganda, vendedores, representantes, embalagens, mostruários), fontes públicas (meios de comunicação de massa, organizações de classificação de consumo) e fontes experimentais (manuseio, exame, uso do produto).
De acordo com o autor, é possível distinguir dois níveis de interesse: o estado de busca mais moderado, que é denominado pelo autor como atenção elevada e a busca ativa de informação, no qual a pessoa, por exemplo, procura literatura a respeito, liga para amigos ou familiares, visita lojas para saber mais sobre o produto ou, ainda, faz buscas na internet.
O consumidor, de maneira geral, recebe a maior parte das informações sobre um produto por meio de fontes comerciais. No entanto, as informações mais efetivas vêm das fontes pessoais.
Fonte: Kotler (2000)
Kotler (2000) destaca que cada fonte de informação irá desempenhar uma função diferente ao influenciar a decisão de compra. Para o autor, as fontes comerciais geralmente desempenham uma função informativa, enquanto as fontes pessoais irão desempenhar uma função de avaliação ou legitimação.
A influência dessas fontes de informação irá variar de acordo com a categoria de produtos e as características do comprador. Logo após, os consumidores avaliam as alternativas que variam de acordo com os atributos que consideram mais relevantes para suas necessidades.
Conforme afirma Kotler (2000), primeiramente o consumidor irá tentar satisfazer uma necessidade. Em seguida, ele buscará certos benefícios da escolha do produto. Por fim, verá cada produto como um conjunto de atributos com capacidades variadas de entrega de benefícios para satisfazer à necessidade.
O consumidor desenvolve uma série de crenças de marca baseado em como cada marca se posiciona em relação a cada atributo.
Fonte: Kotler (2000).
O conjunto de crenças relativo a uma marca compõe a imagem da marca.
Fonte: Kotler (2000).
Feita a avaliação, o consumidor irá decidir pela compra. Para Kotler (2000), na fase de avaliação o consumidor cria preferências entre as marcas do conjunto de escolhas e forma uma intenção de comprar as marcas preferidas. No entanto, o autor salienta que dois fatores podem interferir entre a intenção de compra e a decisão de compra, conforme demonstra a figura a seguir:
No que diz respeito à atitude dos outros, dois elementos podem interferir na redução da preferência de alguém: a intensidade da atitude negativa da outra pessoa em relação à alternativa preferida do consumidor e a motivação do consumidor para acatar os desejos da outra pessoa. Da mesma forma, a preferência de um comprador por uma marca vai aumentar se alguém que ele respeita favorecer fortemente a marca. Por exemplo, se vou comprar um produto e meus familiares ou amigos falam negativa ou positivamente sobre o mesmo, essa opinião pode influenciar minha decisão de compra.
Quanto aos fatores situacionais imprevistos, eles podem surgir e mudar a intenção de compra. O comprador pode, por exemplo, perder o emprego, ou outras compras se tornarem mais urgentes, ou um vendedor pode desagradá-lo durante o processo, o que faz com que ele desista da compra.
Segundo Kotler (2000), a decisão de um consumidor modificar, adiar ou rejeitar uma compra é fortemente influenciada pelo risco percebido. Esse grau de risco percebido está ligado ao montante de dinheiro envolvido, ao nível de incerteza quanto aos atributos e ao nível de autoconfiança do consumidor. Sendo assim, os profissionais do marketing precisam compreender os fatores que podem provocar sensação de risco nos consumidores e fornecer informações e suporte no intuito de reduzir esses riscos percebidos.
Vale ressaltar que o trabalho do profissional de marketing não termina quando o produto é comprado. Ele deve monitorar a satisfação, as ações e a utilização em relação ao produto depois de efetuada a compra.
Quando você adquire um produto, o que o leva a ficar satisfeito, muito satisfeito ou insatisfeito com o produto?
A satisfação de um consumidor está atrelada à relação entre as expectativas do comprador e o desempenho percebido do produto. Se o desempenho não alcançar as expectativas do cliente, ele ficará desapontado. No entanto, se alcançar, ele ficará satisfeito. Porém, o produto pode, ainda, superar as expectativas do cliente, o que fará com que ele fique encantado.
Para fazer esse acompanhamento, é essencial que existam boas ações de pós-compra, pois a satisfação ou insatisfação do consumidor em relação ao produto irá influenciar o seu comportamento de compra futuramente. Se levarmos em consideração os avanços tecnológicos e as novas formas de comunicação, esse fator se torna ainda mais importante. Certamente, seja de maneira positiva ou negativa, a opinião de um cliente sobre um produto ou serviço prestado pode se propagar rapidamente nas redes sociais e, com isso, atingir um grande número de pessoas e influenciar na decisão de compra desse produto.
Kotler (2000) afirma que, apesar de esse modelo sugerir que os consumidores passam, sequencialmente, por todas as cinco etapas ao comprar um produto, isso nem sempre acontece, podendo o consumidor pular ou voltar algumas etapas.
Quando se elabora um plano de marketing, por exemplo, Magalhães e Sampaio (2007) afirmam que cada segmento de mercado, em cada circunstância de necessidade, irá implicar em processos de decisão do consumidor baseados em suas curvas de experiências, que devem ser observadas, conhecidas e registradas pelos responsáveis nesse plano. Algumas fases importantes segundo os autores são:
Fase 1: Caso seja a primeira vez em que o consumidor ou UTD (unidade tomadora de decisão) se depara com a obrigação de decidir sobre uma categoria ou produto, é preciso levantar o maior número de informações a respeito, analisá-las, compará-las, conferi-las e submetê-las a um processo decisório mais cauteloso.
Fase 2: Quando o consumidor ou UTD (unidade tomadora de decisão) vai decidir outra vez a respeito da mesma categoria ou produto, ou de outros que tenham grande semelhança, a tendência do consumidor é reduzir a intensidade e até as etapas do processo, pois confia em sua experiência para agir desse modo.
Fase 3: Quando a experiência em decisões a respeito de determinada categoria ou produto é elevada e constante, o consumidor tem a tendência de automatizar positivamente seu processo decisório para os produtos aos quais a compra se repete, e negativamente para os descartados, que passam a ser pouco considerados.
Percebe-se, com isso, que a complexidade de tomada de decisão se torna menor ao passo que o consumidor avança nessas três fases. Ou seja, menor complexidade significa menos variáveis consideráveis e menos tempo e cuidado para a tomada de decisão.
Segundo Magalhães e Sampaio (2007), à medida que o consumidor vai passando por essas fases a possibilidade de esse adotar a mesma solução anterior aumenta, chegando ao ponto da decisão se repetir de maneira automática, até que um fator endógeno ou exógeno interrompa essa série decisória.
Um fator endógeno está relacionado às alterações das necessidades e objetivos do consumidor.
Fonte: Magalhães e Sampaio (2007).
Um fator exógeno refere-se a modificações na oferta de soluções.
Fonte: Magalhães e Sampaio (2007).
Os autores salientam, ainda, a importância da influência da marca no processo decisório. Pode-se considerar que, na fase 1, a marca é sinal de atenção, de aposta na solução, de atalho nas etapas decisórias e até de desempate. Na fase 2, boa parte das decisões é substituída ao ponto de nem precisarem ser consideradas a cada vez. Por fim, na fase 3, sinaliza ao consumidor que aquela é a decisão normal e confiável a ser tomada.
Magalhães e Sampaio (2007) também consideram que é fundamental registrar qual a visão, atitude e comportamento esperado de seu público-alvo no processo de tomada de decisão, ou seja, qual a atitude pode se esperar de seu público-alvo.
Para os autores, existem quatro atitudes possíveis ao público-alvo:
Portanto, antes de desenvolver os planos de marketing, desenvolver o marketing mix e traçar as estratégias de comunicação, os profissionais precisam estudar os mercados consumidores e o comportamento do consumidor, para entender como realmente esses tomam suas decisões de compra.
Numa decisão de compra, temos diversos envolvidos no processo. No que se refere aos papéis que as pessoas podem desempenhar em uma decisão de compra, assinale a alternativa correta:
Influenciador é a pessoa cujo ponto de vista ou conselho influencia na decisão.
Dentre os papéis desempenhados em uma decisão de compra, o influenciador é a pessoa cujo ponto de vista ou conselho influencia na decisão.
Iniciador é pessoa cujo ponto de vista ou conselho influencia na decisão.
Iniciador é a pessoa que surge a ideia de comprar um produto ou serviço.
Decisor é a pessoa que efetivamente realiza a compra.
Decisor é a pessoa que decide sobre quaisquer componentes de uma decisão de compra.
Comprador é a pessoa que decide sobre quaisquer componentes de uma decisão de compra.
Comprador é quem efetivamente realiza a compra.
Usuário é a pessoa que efetivamente realiza a compra.
Usuário é a pessoa que efetivamente irá utilizar o produto. Não necessariamente quem realiza a compra.
A tomada de decisão do consumidor no momento da compra vai variar de acordo com o tipo de decisão de compra. O consumidor pode estar mais ou menos envolvido com a marca, dependendo da complexidade da compra realizada. No que diz respeito ao grau de envolvimento e grau de diferenças entre marcas, assinale a alternativa correta:
Normalmente, num comportamento de compra complexo, o produto é barato.
Normalmente, num comportamento de compra complexo, o produto é caro.
Normalmente, num comportamento de compra complexo, o produto é caro.
O comportamento de compra complexo irá envolver um processo de três etapas: primeiramente o comprador desenvolve crenças sobre o produto, em seguida desenvolve atitudes sobre o produto e, por fim, faz uma escolha refletida. Normalmente, é o caso do produto caro, no qual a compra é realizada com pouca frequência.
No comportamento de compra com dissonância cognitiva reduzida, os produtos são comprados sob condições de baixo envolvimento.
No comportamento de compra com dissonância cognitiva reduzida, o comprador está altamente envolvido na compra.
Sal é um exemplo de comportamento de compra com dissonância cognitiva reduzida.
Sal é um exemplo de comportamento de compra habitual.
Açúcar é um exemplo de comportamento de compra complexo.
Açúcar é um exemplo de comportamento de compra habitual.
Forças são as vantagens que a empresa possui em relação aos concorrentes.
Ou seja, estão relacionadas à aspectos positivos que a empresa possui que
podem lhe diferenciar no mercado. Como por exemplo funcionários bem
treinados.

Fraquezas são características que impedem que a empresa tenha um bom
desempenho e precisam ser eliminadas ou diminuídas. Como exemplo
instalações inadequadas.

Oportunidades são aspectos externos da empresa que a mesma pode
aproveitar em vantagem própria. Como por exemplo a falência da concorrência.

Ameaças são aspectos negativos externos à empresa que podem lhe causar
algum risco. Como por exemplo a crise econômica.

Chegamos ao final deste momento de estudo. Esperamos que você compreenda que as decisões no processo de compra podem ser tomadas de formas variadas. Nem sempre quem irá decidir pela compra do produto, por exemplo, será quem vai pagá-lo ou quem vai utilizá-lo. Esse fator poderá mudar, significativamente, as estratégias de marketing para atrair o consumidor ou agir sobre aquele que tem o poder de decisão nas mãos.
Sendo assim, nesta aula, você teve a oportunidade de:
LIVRO: As armas da persuasão
O livro escrito pelo psicólogo Robert B. Cialdini mostra algumas técnicas que podem auxiliar no processo de venda. O autor apresenta em sua obra seis princípios psicológicos básicos que governam o comportamento humano quando uma decisão é tomada: reciprocidade; compromisso e coerência; aprovação social; afeição; autoridade; e escassez. Esses princípios são discutidos pelo autor no decorrer do livro. O profissional do marketing, por exemplo, ao ter conhecimento dessas técnicas, pode utilizar de forma ética os conhecimentos para utilizar as estratégias de marketing/comunicação necessárias para atingir seu público-alvo.
FILME: Kinky boots: fábrica de sonhos

Fonte: Mercado Livre (on-line).
SINOPSE: Baseado em uma história real, o filme mostra a reinvenção da tradicional fábrica de sapatos Prices. Há décadas, a família Price é especialista em produzir requintados e tradicionais sapatos masculinos. Porém, agora o negócio está à beira da falência. Numa tentativa desesperada de salvá-lo, Charlie Price (Joel Edgerton), que assume a fábrica após a morte de seu pai, contrata Lola (Chiwetel Ejiofor), um transformista de cabaré, como seu mais novo consultor criativo. Extravagante, Lola cria os mais ousados designs e transforma a loja de sapatos em uma verdadeira sensação.
O filme mostra, claramente, estratégias de marketing e gestão. É importante observar que, para o sucesso da empresa, a identificação do seu público-alvo, suas necessidades e desejos (a partir do ponto de vista do cliente), bem como a análise de mercado, são fundamentais.
Nesse sentido, há como uma empresa se manter competitiva no mercado sem acompanhar as transformações que ocorrem constantemente no mercado? Há como uma empresa ter sucesso sem entender as reais necessidades do seu público-alvo? Esses pontos e muitos outros você poderá identificar claramente neste filme.
Durante esta aula, podemos perceber o quanto é importante a análise do ambiente tanto interno como externo à organização. Identificar as necessidades dos clientes e acompanhar as tendências e evoluções tecnológicas, assim como aquilo que está ocorrendo no mercado, podem ser decisivos para o sucesso ou fracasso da empresa.
A Kodak, por exemplo, uma das empresas pioneiras no ramo da fotografia, acabou falindo no segmento de mercado que ela própria criou. O que ocorreu é que o mundo ao seu redor foi se transformando, novas tecnologias foram surgindo, e a empresa não acompanhou essas mudanças no tempo adequado que deveria. Estudando o caso da Kodak, você pode entender o quanto é importante a análise do ambiente organizacional.
Você faz parte de uma empresa que vende telefones fixos há mais de 20 anos. No entanto, está passando por dificuldades financeiras, pois seus produtos não têm tido muita saída ultimamente. Os avanços tecnológicos e as facilidades cada vez maiores de se ter um telefone celular estão prejudicando as vendas dos telefones fixos. A empresa está preocupada em fechar as portas, e precisa encontrar uma solução para evitar a falência. O que poderia ser feito para evitar a falência da empresa?
Resposta: A empresa precisa passar por um processo de reestruturação estratégica. O ideal é, primeiramente, realizar uma pesquisa de mercado, analisando todos os fatores do ambiente externo e interno. Em seguida, elaborar uma análise SWOT e verificar quais são as possíveis estratégias que poderá tomar. Algumas opções poderiam ser, por exemplo, mudar para o ramo de telefonia móvel, ou, ainda, utilizar uma estratégia de foco e tentar fazer parcerias de vendas B2B, ou ainda focar num público específico de colecionadores retrô que adquirem telefones fixos. Seria possível, também, por meio de pesquisa e desenvolvimento, criar telefones modernos, com design diferentes, com algum valor agregado. As estratégias a serem tomadas dependerão da análise ambiental realizada pela empresa.
Aula Concluída!
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