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Notas

Aula 01


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Introdução

Iniciamos este conteúdo com algumas perguntas pertinentes: Você realmente conhece seu público-alvo? Sabe onde essas pessoas moram, o que gostam de fazer, o que comem, qual é o estilo de vida delas? Se ainda não, algo está errado. Neste momento de estudo vamos discutir um pouco sobre públicos, comportamentos, perfis de públicos e direcionamentos que eles podem dar a um plano estratégico de marketing.

Ao final desta aula, você será capaz de:

  • perceber a importância do público-alvo para a empresa;
  • conhecer os principais tipos de público;
  • relacionar comportamentos e categorias de públicos específicos da internet.

Produtos e Consumidores

Como todo início, antes de aprofundarmos sobre os tipos de consumidores é preciso assimilarmos alguns conceitos aderentes a esta temática. Por isso, neste primeiro momento trazemos à tona conceitos e definições sobre Produto, Consumidores, Consumidores Potenciais e Consumidores Virtuais, seguindo a linha de raciocínio proposta por Banov (2017).

Dito isso, temos que Produto é qualquer coisa tangível (que se pode tocar) ou intangível (que não se pode tocar) que tem condições de ser oferecida para saciar determinado desejo ou necessidade. Em algumas ocasiões é comum desatar produtos de serviços, mas o marketing moderno trata ambos como produtos. Em suma, se há uma oferta, esta oferta é um produto, independentemente se for uma lata de refrigerante ou uma consultoria financeira para sua empresa.

Figura 1 - Necessidade e Desejo
Fonte: Angkrit Chamchuen / 123RF.

Atenção

A diferença básica entre necessidade e desejo é que as necessidades são voltadas à sobrevivência humana, enquanto que o desejo são vontades supérfluas que, muitas vezes, podem substituir a real necessidade de um indivíduo.

Um exemplo clássico: sede. A sede é uma necessidade, nós precisamos de água para sobrevivermos. Contudo, você pode optar por beber uma Coca-Cola gelada para matar sua sede ao invés de tomar um copo de água.

A sede é uma necessidade. A vontade de tomar uma Coca-Cola é um desejo.

Para o termo Consumidores podemos encontrar várias definições diferentes. Alguns autores consideram consumidor aquele que compra o produto, como Banov (2017). Por isso, é comum encontrarmos “consumidores” e “clientes” como sinônimos em algumas leituras. Contudo, é possível encontrar na literatura vieses que abordam consumidores como quem, de fato, consome o produto, sem necessariamente ter sido a pessoa que o comprou.

Na sequência podemos abordar os Consumidores Potenciais, que são as pessoas que formam um grupo que representam um forte potencial de comprar para o que você está oferecendo. São pessoas que “partilham de uma mesma necessidade ou desejo” (BANOV, 2017, p. 4) e que tais necessidades ou desejos venham ao encontro de sua oferta. Dessa forma, consumidores potenciais de uma empresa não são necessariamente os consumidores potenciais de outra empresa. Por exemplo, um músico amador, baixista, é um consumidor potencial para lojas de instrumentos musicais. Porém, o músico não é consumidor potencial para uma loja de equipamentos de segurança no trabalho, pois ele não lida com isto.

Neste trecho cabe um parêntese. Ao falarmos de consumidores potenciais, podemos evoluir este pensamento para algo que é amplamente aplicado no mercado, que é a geração de leads. Gerar leads significa apurar dados cadastrais de indivíduos que possam estar interessados no que você está ofertando. Quando uma empresa gera leads qualificados, significa que ela possui uma relação “quente” de clientes em potencial, que possui uma lista com pessoas que apresentam fortes tendências e interesse de realizar uma compra com sua empresa.

Por isso, focar em consumidores potenciais é um investimento mais assertivo, embora mais caro. É mais caro porque você terá uma alta especificidade em sua comunicação. É mais assertivo porque você estará concentrando seus esforços em um público que apresenta condições favoráveis à compra. E, assim, fechamos o parêntese para este comentário sobre geração de leads e consumidores potenciais.

Dando sequência ao raciocínio anterior, encontramos também os Consumidores Virtuais, que são aqueles que compram virtualmente. Muito provavelmente você é também um consumidor virtual. Uber, 99, iFood, aiqfome ou qualquer outro aplicativo que nos permita uma transação on-line faz de nós consumidores virtuais.

Figura 2 - Comprador on-line
Fonte:  Tsung-Lin Wu / 123RF.

Estes são alguns conceitos de consumidores que um profissional de marketing deve sempre ter em mente, afinal é ele quem “precisa identificar quem são os consumidores e os consumidores potenciais para usar a comunicação adequada para cada situação ou desenvolver produtos que possam ser adaptados a tais consumidores”, explica Banov (2017, p. 5).

Atenção

Um mesmo produto pode ter consumidores completamente diferentes para comprar físicas ou virtuais. Por exemplo, o consumidor que compra nas lojas físicas da Casas Bahia tende ao parcelamento, ao crediário, enquanto que o comprador virtual utiliza o cartão de crédito e busca por produtos com maior apelo tecnológico.

Por isso, lembre-se: a forma como a compra é realizada influencia o público a ser atingido.

Não obstante, também é possível compreender um público polarizando-o de acordo com suas características racionais ou irracionais. Neste caso, o público irracional é aquele levado pelos seus instintos, emoções, desejos, tecendo opiniões e decisões irracionais sem considerar o contexto, seja pela falta de conhecimento ou de experiência (FRANÇA, 2012).

O público racional engloba o perfil de comprador (dando o enfoque comercial) que pensa, pondera, analisa e compara antes de decidir pela aquisição de algo ou não. Este público geralmente leva em conta mais de um caminho a ser percorrido e, depois de mapeá-los, escolhe pelo que se sentir mais seguro. O público racional tem mais informações, conhece os fatos e está mais contextualizado com seu ambiente (FRANÇA, 2012).

Neste sentido, podemos nos encaixar em ambos. Ora apresentamos comportamento irracional, ora racional, mesmo no geral um deles sendo predominante. O que vai ser decisivo para a atração de um público ou outro é o tipo de relação comercial que estabelecemos com os clientes e todo o pacote de entrega que a empresa associa ao produto oferecido.

SAIBA MAIS

Para saber mais sobre o comportamento irracional, leia o livro “Previsivelmente Irracional”, do autor Dan Ariely. No livro, o autor mostra como comportamentos irracionais podem ser previsíveis, mesmo não fazendo sentido algum. Ao entender esta ordem por trás da irracionalidade, passamos a ter melhores condições de entender seu público. A previsibilidade que acompanha alguns comportamentos irracionais pode ser a diferença entre vender bem e vender excepcionalmente bem.

Livro: Previsivelmente Irracional

Autor: Dan Ariely (http://danariely.com/)

Editora: Elsevier

Neste ponto, quando falamos de público, automaticamente, entramos na discussão sobre comportamentos. Afinal, o perfil do público-alvo de uma empresa será traçado com base nos trejeitos e hábitos dos indivíduos. Assim sendo, a discussão sobre público nos leva também a discutir alguns pontos principais sobre o comportamento dos clientes.

Na sequência abordaremos um modelo de classificação de público pautado no comportamento de compra e nas características demográficas.

O Modelo iVALS para Classificação do Público

Muitas ferramentas foram desenvolvidas para que as empresas tivessem melhores condições de compreender seu público-alvo, de categorizá-lo, de classificá-lo em grupos com comportamentos homogêneos e, a partir disso, detalhar o planejamento de marketing.

Uma das formas de classificação que ficou muito conhecida é a VALS (Value and Lifestyle System, que em tradução livre é o Sistema de Valores e Estilo de Vida). O VALS classifica os consumidores em 8 grupos de acordo com algumas características em comum.

Essa classificação é uma vertente dos estudos psicográficos do consumidor, que passa a contemplar características “mais humanas”, ou seja, preocupa-se com o estilo de vida, o modo como o consumidor vive, com a caracterização psicológica do público. Ela surgiu em 1978, no Instituto de Pesquisa de Stanford (SRI), pelo pesquisador Arnold Mitchel, e foi divulgado em 1983. Alguns anos mais tarde, em 1989, foi substituído por uma nova versão, o VALS 2. Contudo, hoje é conhecida apenas como VALS, visto que a primeira versão deixou de ser utilizada e a segunda adotou o nome original da ferramenta.

Dada essa preocupação com o modo de vida dos consumidores, o VALS é utilizado na comunicação integrada de marketing para selecionar, também, os melhores mix de comunicação e formas de diálogo para atingir determinado público de acordo com seus estilos de vida. Não só o produto é direcionado para os hábitos do consumidor, mas a comunicação também. A partir disso, então, novos estudos foram realizados, e uma das versões atualizadas do VALS é o iVALS, que propõe uma divisão em 10 grupos e considera o consumidor virtual e sua intenção de uso da internet, como contemplaremos de maneira breve na sequência, seguindo os apontamentos de Veiga Neto (2007).

Figura 3 - Classificando o Público
Fonte:  Jakub Jirsak / 123RF

O primeiro grupo é denominado Magos, ou Mágicos, e costuma utilizar a internet para itens de varejo. Os Magos são pessoas ativas, que demonstram habilidades, geralmente homens com menos de 30 anos e que se encaixam na classe alta.

O segundo grupo é chamado de Pioneiros e, tal como os Mágicos, gostam do varejo na internet. Geralmente são pessoas confiantes e que gostam de recreação e entretenimento na internet. O que se opõe aos Magos é que os Pioneiros não possuem uma faixa etária muito delimitada e apresentam baixo poder de compra. Ao todo, expressam aproximadamente 10% dos internautas e se mostram familiares com as ferramentas virtuais.

Outro grupo é conhecido como Socialite e, como esperado, preferem utilizar a internet para fortalecer seus contatos sociais. São representados por jovens, com baixo poder aquisitivo, mas sempre envoltos com a tecnologia.

Ao mesmo passo encontramos os Sociáveis, que carregam grandes tendências para o relacionamento social de maneira virtual. Neste ponto se assemelham aos Socialites, embora os Sociáveis englobem diversas classes sociais e, na grande maioria, homens.

Também temos os chamados de Surfistas, que prezam pelo lazer, apresentam faixa etária mais elevada, assim como seu poder aquisitivo. Apesar do baixo nível técnicos para manusearem dispositivos eletrônicos, estão sempre aprendendo. Gastam virtualmente com itens de varejo, sem deixar de lado os tradicionais catálogos para efetuarem compras.

Na sequência temos o grupo Na Onda, que é composto por jovens. Este grupo se caracteriza por gostar de produtos personalizados e customizados.

Não obstante, temos os Seguidores da Onda, que são os indivíduos que só se aventuram pela internet quando o trabalho exige ou para atender algumas demandas pessoais bastante pontuais. Geralmente apresentam alto nível de escolaridade e renda acima da média.

Os Trabalhadores também usam a internet para o trabalho, além de ela ser uma das principais formas de se manterem informados. São da classe média alta e, na maioria, do sexo masculino.

O penúltimo grupo elencado no modelo iVALS é conhecido como Pesquisadores, mas também são chamados de Ávidos. Este é o grupo com maior foco no trabalho, apresentando idade mais elevada. O fato de se preocuparem com trabalho tem relação com o principal motivo que os Pesquisadores utilizam computadores: a produtividade. São pessoas da classe alta e com elevado nível educacional.

Por fim, mas não menos importante, temos os Imigrantes, que são internautas novos, homens e mulheres, sem especificação expressiva em suas rendas, faixa etária ou ocupações. Os Imigrantes consistem no grupo mais genérico da classificação iVALS.

Agora que apresentamos a classificação iVALS, podemos perceber que existem várias peculiaridades no público consumidor, mais especificamente nos consumidores virtuais. Ao identificar e classificar o seu público, a empresa passa a tratá-lo de maneira mais condizente com o que este público realmente espera, alinhando sua comunicação, suas promessas básicas e seus produtos.

Atenção

Você já parou para elencar as características do seu público-alvo para, a partir disso, tentar compreendê-lo melhor?

Tipos de Consumidores

Agora que assimilamos alguns conceitos sobre os consumidores, é preciso entender também que cada tipo de público promove um direcionamento para suas ações mercadológicas. Um dos tipos de consumidores são os consumidores pessoais que, como o próprio nome sugere, adquirem bens para seu próprio uso ou consumo, como roupas, bebidas, comidas, objetos de decoração, entre outros.

Em paralelo, temos ainda os consumidores organizacionais, que são as empresas, independentemente do tipo, que compra produtos.

Pensando nesta definição de consumidores que são diferenciados, é pertinente pensarmos que as estratégias de marketing também devem ser diferenciadas para atender ao público específico que sua empresa está pleiteando. Conforme afirma Rocha (2015, p. 1), “muitas estratégias e táticas que funcionam bem em ações junto aos consumidores (B2C - business to consumer) podem não surtir efeito no mercado industrial ou institucional (B2B - business to business)”.

Figura 4 - B2B e B2C
Fonte: Convisum / 123RF.

A diferença para estas estratégias pauta-se, resumidamente, no fato de que o processo de decisão de compra de uma empresa é diferente do meu ou do seu processo de decisão de compra.

Se o seu foco for clientes pessoais (B2C), então estamos vendendo para o usuário, para o consumidor. Pessoas estão suscetíveis a compras por impulso, a saciar desejos não prioritários, a comprar sem uma explicação 100% racional.

Por outro lado, se temos como clientes os consumidores organizacionais, então a tendência é que a comunicação seja mais formal, com descrições técnicas e direcionamento para resultado. Consumidores organizacionais adotam um processo de compra mais racional (e geralmente mais burocrático) do que os consumidores pessoais.

Isto não quer dizer que os produtos são diferentes. Por exemplo, imagine um carro popular; “quando o veículo é vendido para uma empresa, trata-se de uma negociação B2B. Quando um veículo similar é vendido para um consumidor doméstico, será considerada uma transação B2C”, exemplifica Rocha (2015, p. 10).

Atenção

“O que define a relação B2B, ou de marketing industrial ou institucional, é quem compra o bem ou serviço. Sendo assim, uma mesma empresa pode fornecer um produto que tanto servirá ao consumidor final, para uso pessoal, como a um cliente institucional, que pode revendê-lo, utilizá-lo na manufatura de outro produto ou serviço, ou como material de consumo em uma atividade empresarial”.

Fonte: Rocha (2015, p. 10).

Ou seja, podemos, eventualmente, atender a ambos os públicos; porém, a abordagem para uma venda para um consumidor pessoal vai ser diferente da abordagem a um consumidor organizacional. No primeiro tendemos a falar de conforto, do design do veículo, da segurança para a família. No segundo, a tendência é falar do preço, consumo, valor do seguro do carro, valor de revenda, preço da manutenção, taxa de juros do financiamento e assim por diante.

Atenção

É possível que uma empresa tenha uma proposta lucrativa ao mercado, mas está deixando de ganhar dinheiro por investir apenas em B2B ou B2C.

E sua empresa? Ela explora todas as possibilidades de mercado e de tipos de público?

QUESTÃO OBJETIVA

Há algumas formas de compreendermos o perfil do público e categorizá-lo em grupos homogêneos para uma campanha de marketing ser direcionada. Uma destas ferramentas é denominada iVALS. Por iVALS entende-se que é:

Uma fonte de pesquisa de mercado.

O iVALS não é uma fonte de pesquisa de mercado. Pelo contrário, ele precisa de dados dos consumidores para poder classificá-los.

Um grupo de consumidores perfilados.

O iVALS não é um grupo de consumidores, mas sim uma classificação que distingue consumidores virtuais em diferentes grupos de acordo com suas características de compra.

Um instrumento de mensuração da satisfação do público-alvo da empresa.

O iVALS não mede a satisfação do público-alvo, mas ajuda a empresa a pensar em seu público de acordo com grupos de comportamentos similares.

Uma metodologia de coleta de dados de consumidores potenciais de determinada marca.

O iVALS não é direcionado para consumidores potenciais, pois ele não articula com prospecção de mercado. O iVALS apenas ajuda a empresa a compreender seu público a partir de grupos de consumidores com características de compras similares.

Uma ferramenta adaptada do VALS, com foco no perfil de compradores virtuais.

Uma das versões atualizadas do VALS é o iVALS, que propõe uma divisão em 10 grupos e considera o consumidor virtual e sua intenção de uso da internet.

QUESTÃO OBJETIVA

Existem várias classificações dos consumidores para os profissionais de marketing compreenderem melhor seu público e, a partir disso, direcionarem suas ações. Uma destas categorias, por exemplo, é a de Consumidores Potenciais. Sobre consumidores potenciais, assinale a alternativa correta.

São pessoas com fortes tendências a comprar da referida empresa.

Consumidores Potenciais são as pessoas que formam um grupo que representam um forte potencial de comprar o que você está oferecendo. São pessoas que “partilham de uma mesma necessidade ou desejo” (BANOV, 2017, p. 4), sendo que tais necessidades ou desejos vêm ao encontro de sua oferta.

São indivíduos que potencializam a divulgação de uma marca.

Consumidores Potenciais não necessariamente potencializam a divulgação de uma marca, já que uma coisa não apresenta dependência da outra.

São os consumidores das empresas concorrentes.

Consumidores Potenciais são aqueles que apresentam um forte potencial de compra da sua marca, e não da concorrente. Ele é um consumidor potencial seu e não necessariamente do seu concorrente.

São grupos de consumidores que realizam suas compras pela internet.

Consumidores Potenciais não podem ser restritos a compradores on-line como definição.

São potenciais mercados carentes de determinada oferta, esperando pelo lançamento de um produto inovador.

Consumidores Potenciais não precisam necessariamente estar carentes de determinada oferta. Desde que um público tenha tendência à compra de você, ele é potencial, independentemente se há ou não uma deficiência de oferta do mercado.

Fechamento

Ao final deste estudo, é importante levarmos em consideração os diferentes perfis de consumidores que sua empresa pode atingir. Lembrando que o portfólio de produtos e os canais de distribuição influenciam no público que será atraído.

O marketing tem como ponto focal o consumidor. Então, se não conhecemos o público, não temos um direcionamento consistente. Destacamos seus consumidores, entendendo seus anseios e procurando classificá-los em grupos homogêneos. Com isso em mãos, definimos as estratégias que vão ao encontro das expectativas destas pessoas.

Nesta aula, você teve a oportunidade de:

  • visualizar como o público-alvo impacta no direcionamento das ações mercadológicas;
  • categorizar consumidores em diferentes grupos;
  • associar comportamentos específicos para consumidores virtuais.

Vídeo

Para complementar o seu aprendizado, assista o vídeo a seguir:

Aula Concluída!

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